sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
The end of the world
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Nostalgia
A garota olhou novamente para o céu de dezembro, os últimos resquícios de primavera irem embora, empurrados pelo mormaço quente do verão que se aproxima. Olhou, do banco da praça onde estava sentada, crianças brincando com pássaros, e isso lembrou-lhe seus tempos de infância, onde tudo era muito simples. Passava o dia todo brincando com seu irmão mais novo de policia e ladrão no quintal de casa, usando um Walkie Talkie que mal funcionava para comunicar-se com ele de um lado da casa com o outro, e a mãe os assistia sorrindo enquanto cortava melancias e os chamava para ir brincar na piscina de mil litros, porque estava muito calor.
Lembrou-se então da piscina, da sua gata, da sua antiga casa, aonde pensava que ia morar pra sempre, porque afinal, era uma casa própria, o que na cabeça da pequena menina era uma casa “para sempre”.
O verão lhe irrita profundamente, desde que descobriu que preferia usar casacos a tops curtos, exibicionistas, que só fazem as garotas parecerem símbolos sexuais e vulgares. Ela anda pela praia por onde mora desde a terceira série e vê meninas jogando vôlei e se exibindo para garotos que ficam de boca aberta, só olhando. Ri disso. Garotos são trouxas. Por que meninas lésbicas pegam mais garotas? Elas dão em cima delas, não ficam olhando que nem bobocas e sonhando em vê-las nuas na cama. Trouxas, isso que são. Riu de novo lembrando-se da cara do seu amigo na noite anterior quando ela lhe falou isso, sua cara de espanto.
Por que o ano não acabou ainda mesmo, pra termos o outono e o inverno de novo? O verão nem começou oficialmente e eu já estou de saco cheio dele. A única coisa boa é porque é férias. Por que não temos férias no inverno, mesmo?
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Interior-Noite: Que culpa tem o machado dos seus berros?

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Todas as noites
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Memories cause love. Love kills.
Não, fiz por nós dois. Mas por que eu me sinto culpada? Porque sou idiota, simples assim.
Vejo sua cara triste passando pelos corredores, passando por mim e me dando um meio sorriso, e meu coração se aperta. É, eu gosto dele. Ainda gosto. Mas sabe quando as coisas mudam? Quando a rotina esgota a relação, e você vê que não dá mais daquele jeito.
Mas pra que mudar? Pra que fazer a pessoa mudar por um simples capricho seu? Não um capricho, na verdade. Me sinto um pouco forçada a fazer certas coisas.
Não me abrace mais daquele jeito. Nós não estamos bem porque conversamos. Ainda é cedo demais. Não finja que está tudo bem quando sabe que eu sei que não está tudo bem. Por favor, isso é pior. Tanto pra você quanto pra mim. Não faça isso, não faça isso, não faça!
Tenho vontade de gritar. Não quero dormir. Não consigo dormir na minha própria cama porque ela me acusa. Acusa de ter sido uma vaca impulsiva.
Mas isso é apenas eu.
Não consigo colocar uma roupa sem me lembrar de quando fomos àquele lugar naquela tarde nostálgica, em que falamos de tudo e rimos de nada. Não consigo colocar um pijama para dormir sem lembrar das vezes que dormimos juntos e ele fez o favor de tirá-lo para mim. E de novo, e de novo, e de novo.
Não quero mais fazer isso. Como uma sábia pessoa disse há alguns dias atrás: "Guria, deixa de ser idiota. Para com isso agora. Você não aguenta uma coisa dessas."
Acho que essa pessoa estava certa. Sei que me conhece melhor que eu mesma.
E eu vou parar.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
What Sarah Said
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Day by day
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Lying is the most fun a girl can have without taking her clothes off

segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Férias
Wishes
Build God, Then We'll Talk
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Loucos e Santos
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.
Soneto de fidelidade
Antes, com tal zelo, sempre e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento
Quero vivê-lo em cada vão momento
Em seu louvou hei de espalhar meu canto
rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa lhe dizer do amor que tive
Que não seja imortal posto que é chama

terça-feira, 20 de julho de 2010
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domingo, 18 de julho de 2010
Chasing Cars
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Escuto a chuva cair...
Vejo um raio de sol entre as nuvens, e me lembro de você.
Vejo um dia ensolarado, me lembro de você.
Sinto o vento gelado bater contra meu rosto, me lembro de você.
Ouço o barulho do mar, me lembro de você.
Ouço pássaros cantando, me lembro de você.
O silêncio da noite preenche a minha volta, me lembro de você.
Acordo, me lembro de você.
Durmo, me lembro de voce.
A cada vez que eu respiro, me lembro de você.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
I think of yesterday
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Another way
"Arrependimento não mata"
Não fisicamente, mas psicológicamente, é a pior dor que se pode ter. Odeio me arrepender das coisas. Se faço aquilo, tenho que ter certeza de que não vou me arrepender depois. Mas de que adianta, viver sem arrependimentos? É errando que se aprende o que não se deve fazer, da próxima vez. Sempre tem uma próxima vez. A não ser que você esteja tentando se matar, é claro.
Nem eu mesma entendo o que eu escrevo, o que eu quero dizer. Acho que... só quero tentar outra vez. Sempre tem um outro caminho.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Desabafo
O que fazemos quando gostamos de alguém que não dá a mínima para nós?
Errar uma vez é humano. Errar duas vezes é burrice.
Eu estou tão cansada de me culpar por certas coisas, tão cansada de fazer as coisas e me arrepender depois. Mas eu não me arrependo totalmente. Em parte, apenas. Mas arrependimento é uma coisa ruim. Pra que fazer uma coisa se vai se arrepender dela depois? E por que se arrepender?
Motivos. Vivo procurando motivos para tudo.
Hora de aprender que algumas perguntas não tem respostas a não ser que eu mesma responda. A não ser que eu mesma reflita comigo mesma e as encontre.
Esperança. De que um dia essa pessoa realmente olhe pra mim de outra maneira. De que pare de me tratar como um objeto. Ou que eu esqueça-o de uma vez, afinal de contas.
Medo. De perder esse contato. De não tê-lo mais nem como um amigo. De... ter que esquecê-lo. De ter que viver sabendo que nunca mais vou falar com ele. Nem por um minuto, nem por um simples "oi".
O que faz uma pessoa agir por impulso? O que faz uma pessoa amar alguém?
Simplesmente não aguento mais.
Preciso me livrar disso... pra sempre. Nunca mais me apaixonar. Mas nunca é tempo demais...
Não me apaixonar por um longo tempo, e me sentir livre dessa angústia que me toma todos os dias, que me faz escrever coisas sem sentido, que faz eu me sentir presa, sufocada, rejeitada.
Pra sempre também é tempo demais. Mas não seria se eu estivesse ao seu lado.
Baboseira. Pra sempre é sempre tempo demais. Seja com quer que eu esteja. Existem limites de tempo. Todos temos um limite. Eu cheguei ao meu há algum tempo. Mas insisto na mesma tecla.
Preciso parar com isso. Preciso... relaxar. (:







